"THAT FACE. EXQUISITELY BEAUTIFUL, yet possessed of an undefinable, haunting sadness. Languidly indifferent, yet capable of projecting immense passion. No screen actress has survived the camera's scrutiny with such detachment or exploited its mythmaking powers so effectively. And no face save Garbo's has communicated deep emotion with the same contradictory mix of intensity and calm."
Born in St. Louis, Josephine Baker was a star in Paris for most of her adult life. She left her home in Missouri and began performing in her early teens. She appeared in the chorus lines of all-black revues on New York vaudeville stages, then travelled to Paris in 1925 as part of La Revue Negre. Her lithe body and frank sensuality, combined with her jovial clowning on stage, caused a sensation. She was so successful in Paris that she stayed and opened her own nightclub there, Chez Josephine. Baker was famous for her exotic outfits, her trademarks being a leopard on a leash, a skirt made of feathers, and a dance in which she wore a string of bananas and not much else. She became a citizen of France in 1937, and during World War II she worked with the Resistance against the Nazis. After the war she fought for civil rights in the United States, returned to France and retired in 1956 to look after her 12 adopted children. Baker fell on hard times in the 1960s but was rescued from destitution by Princess Grace of Monaco, who helped Baker put on another stage show, Josephine, in 1975. Baker died the same year and was given a state funeral in Paris.
Transmission of culture Josephine was instrumental in the introduction of the Jazz Age to Europe; she helped represent American culture at a time when Europeans thought America had no culture.
Humanitarian She did frequent charity work in Paris, appearing at benefits as well as being generally helpful. According to Phyllis Rose in Jazz Cleopatra, Josephine "kissed babies in foundling homes, gave dolls to the young and soup to the aged."
War efforts During World War II, Josephine worked as a Red Cross nurse and an underground courier for the French Resistance. She also entertained troops as a sub-lieutenant in the women's auxiliary of the Free French forces.
Civil rights activist Despite her attachment to Paris, Josephine felt it was her duty to help advance the civil rights movement in America. She wouldn't perform in theaters that discriminated, refusing to go on stage until blacks were allowed to sit in the same areas as whites. Josephine also spoke at the 1963 March on Washington, telling the crowd they looked like "Salt and pepper. Just what it should be."
She was accorded a full scale military funeral with a 21-gun salute by France, the first American woman honoured in this way.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu nesta sexta-feira, 11/09, perdão pelo tratamento dado ao matemático Alan Turing – que decifrou a criptografia do código Enigma, que a Alemanha nazista usava para mandar mensagens militares durante a Segunda Guerra Mundial.
A petição virtual enviada ao premiê Gordon Brown recebeu mais de 31 mil assinaturas, ela exige que o governo britânico reabilite a memória de um dos mais importantes cientistas britânicos e se desculpe por te-lo submetido a um tratamento hormonal que acabou por leva-lo ao suicídio, aos 41 anos. “O governo britânico deveria se desculpar a Alan Turing e reconhecer que seu trabalho viabilizou em larga medida o mundo em que vivemos e nos salvou da Alemanha nazista”, diz a petição, aberta pelo programador John Graham-Cumming.
A campanha foi abraçada por nomes como o escritor Ian McEwan e o biólogo Richard Dawkins, para que Turing deveria ter sido “condecorado”. “Em vez disso, esse gênio excêntrico e delicado foi destruído por um “crime” (sic) que não prejudicou ninguém”, disse ao jornal “The Independent”.
Cumming, que é heterossexual, também sofreu discriminação. Ele recebeu comentários contrários à petição e foi até acusado de fazer parte da “ Agenda Gay” (farsa homofóbica na qual gays teriam um planejamento para dominar o mundo (rs), muito utilizado por religiosos para amendrotar seus seguidores).
O próprio Cumming não acreditava no seu sucesso da petição virtual. “Eles (o governo) estariam ferrados, pois precisariam se desculpar com todos os homens que foram processados por indecência e lidar com um a lista de coisas desagradáveis que as pessoas poderiam exigir”, escreveu Cumming no seu blog.
No seu blog, ele também escreveu sobre a surpresa ao retornar uma ligação telefônica perdida, já que ele se encontrava enfermo por consequência de uma gripe, para o gabinete do primeiro-ministro. “Olá John. Aqui é o Gordon Brown. Acho que você sabe o motivo da minha ligação para ti.” falou o premiê ao atende-lo. Brown agradeceu ao Cumming pela iniciativa da campanha, falou do fato do governo ter deixado tanto tempo a injustiça contra Turing e das terríveis consequências das leis homofóbicas contra para suas vítimas (veja no final do texto a declaração do primeiro-ministro).
Uma nota curiosa é o Cumming comentando no seu blog que boa parte do trabalho do seu ativismo gay 2.0 foi realizado no segundo andar de um ônibus londrino. “Incrível o que você pode fazer com 30 minutos de paz e com um iPhone”.
A HISTÓRIA DE ALAN TURING O matemático Alan Turing é considerado por muitos o pai da ciência da computação e da inteligência artificial. Ele provou nos anos 1930 que não havia instrumento capaz de fazer qualquer tipo de cálculo e lançou o conceito de uma máquina que conseguisse fazer esses cálculos, comandado por instruções humanas.
A história de Alan Turing foi contado na biografia “Alan Turing: o Enigma”, do matemático Andrew Hodges (1983), e no filme “Quebrando o Código” (1996).
Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, Turing fora recrutado há um ano pelo departamento de análise criptográfico na central de comunicações do governo britânico (GCHQ, na sigla em inglês) e passou a dedicar-se integralmente a um projeto, conduzido secretamente na mansão de Bletchley Park, em Bucking-hamshire, perto de Londres.
Foi Turing que conseguiu decifrar o código da máquina de criptografia Enigma, que os nazistas usavam para mandar mensagens militares cifradas durante a guerra. Desta forma o Reino Unido passou a interceptar as mensagens e localizar os submarinos alemães, atacando-os e revertendo a virtual derrota.
Como seu trabalho era secreto, Turing não levou seu merecido crédito.
Além de decifrar o código alemão, Turing fez contribuições significativas nos campos da inteligência artificial e da ciência da computação, que ainda engatinhavam. Em 1936, ele escreveu um artigo chamado “ On Computable Numbers” e em 1950 formulou um teste para avaliar a inteligência de uma máquina. O método foi reconhecido como o “ Teste de Turing”. Ele trabalhou depois da Segunda Guerra Mundial em várias instituições de pesquisa, inclusive na Universidade de Manchester. Lá, ele operou o Manchester Mark 1, considerado um dos primeiros computadores modernos.
Em 1952, Turing foi preso por ser gay. Ser homossexual ainda era crime na Inglaterra. Foi dado a ele a opção de ficar preso ou sujeitar-se a uma castração química com estrógeno que na teoria iria neutralizar seu libido sexual por homens. Turing aceitou receber injeções mas as aplicações do hormônio sexual feminino deformou-lhe o corpo e desequilibraram seu organismo.
Humilhado publicamente, Turing perdeu o acesso de segurança aos laboratórios onde trabalhava, já que homossexuais eram alvo fácil de chantagem, de acordo com as cabeças preconceituosas do comando militar. Ele era uma brecha na Segurança Nacional.
Debilitado psicologicamente e fisicamente, Turing morre em 1954 ao comer uma maçã envenenada.
Leia o depoimento do primeiro-ministro Gordon Brown:
Primeiro-ministro Gordon Brown 2009 foi um ano de profunda reflexão – uma possibilidade para a Grã-Bretanha, como uma nação, para comemorar as dívidas profundas que temos para com aqueles que vieram antes. Uma combinação única de aniversários e eventos têm mexido em nós esse sentimento de orgulho e gratidão que caracterizam a experiência britânica. No começo desse ano eu estava com os presidentes Sarkozy e Obama para honrar o serviço e o sacrifício dos heróis que invadiram as praias da Normandia há 65 anos. E só na semana passada, que marcou os 70 anos que se passaram desde que o governo britânico declarou a sua vontade de pegar em armas contra o fascismo e declarou a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Portanto, estou contente e orgulhoso de que, graças a uma coalizão de cientistas, historiadores e ativistas LGBTs, este ano temos uma chance para marcar e comemorar mais um contributo para combater Grã-Bretanha contra as trevas da ditadura, a de “code-breaker” (quebrador de código) Alan Turing.
Turing foi um matemático muito brilhante, mais famoso por seu trabalho em quebrar os códigos alemão Enigma. Não é exagero dizer que, sem a sua notável contribuição, a história da Segunda Guerra Mundial poderia ter sido muito diferente. Ele realmente foi um daqueles indivíduos que podem apontar a contribuição cujo original ajudou a virar a maré da guerra. A dívida de gratidão que é devida a torna ainda mais horripilante, portanto, que ele foi tratado de modo cruel. Em 1952, ele foi condenado por “indecência grave” – na verdade, por ser gay. Sua sentença – e ele foi confrontado com a escolha infeliz deste ou da sua prisão – foi a castração química por uma série de injeções de hormônios femininos. Ele tirou a sua própria vida apenas dois anos mais tarde.
Milhares de pessoas se uniram para exigir justiça para Alan Turing e o reconhecimento da forma terrível que ele foi tratado. Embora Turing fosse tratado no âmbito da lei da época e não podemos colocar o relógio para trás, seu tratamento foi totalmente injusto e estou contente por ter a oportunidade de dizer o quão profundamente pesaroso que eu e todos nós para o que aconteceu com a ele. Alan e os muitos milhares de outros homossexuais que foram condenados como ele foi condenado sob as leis homofóbicas foram tratados terrivelmente. Ao longo dos milhões de anos mais viviam com medo de condenação.
Estou orgulhoso de que aqueles dias se foram e que nos últimos 12 anos, este governo tem feito muito para tornar a vida mais justa e igual para nossa comunidade LGBT. Este reconhecimento do estatuto de Alan como uma das vítimas mais famosas da Grã-Bretanha da homofobia é mais um passo rumo à igualdade e há muito esperada.
Mas, mesmo mais do que isso, Alan merece o reconhecimento por sua contribuição para a humanidade. Para aqueles que nasceram depois de 1945, em uma Europa unida, democrática e em paz, é difícil imaginar que o nosso continente foi uma vez o teatro da hora mais escura da humanidade. É difícil acreditar que na memória de vida, as pessoas poderiam se tornar tão consumidas pelo ódio – por anti-semitismo, a homofobia, a xenofobia e outros preconceitos assassinos – que as câmaras de gás e crematórios tornou-se um pedaço da paisagem europeia, tão certo como o galerias e universidades e salas de concerto que tinha marcado a civilização europeia, há centenas de anos. É graças a homens e mulheres que foram totalmente comprometida com a luta contra o fascismo, pessoas como Alan Turing, que os horrores do Holocausto e da guerra total são parte da história da Europa e não está presente na Europa.
Assim, em nome do governo britânico, e todos aqueles que vivem em liberdade graças a um trabalho de Alan Tenho muito orgulho de dizer: Desculpe-nos, você merecia muito melhor.
Gordon Brown
SOURCE by Folha de Sao Paulo, Folha Online and MàssaoUéhara
The Time 100: Coco Chanel.: "She was shrewd, chic and on the cutting edge. The clothes she created changed the way women looked and how they looked at themselves."..."Coco Chanel wasn't just ahead of her time. She was ahead of herself. If one looks at the work of contemporary fashion designers as different from one another as Tom Ford, Helmut Lang, Miuccia Prada, Jil Sander and Donatella Versace, one sees that many of their strategies echo what Chanel once did. The way, 75 years ago, she mixed up the vocabulary of male and female clothes and created fashion that offered the wearer a feeling of hidden luxury rather than ostentation are just two examples of how her taste and sense of style overlap with today's fashion." (Monday, June 8, 1998) Vale a pena dar uma lida na materia.
A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era caixeiro-viajante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa quinta. Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura. Com vinte e cinco anos, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, chamado Etienne Balsan, com quem passou a viver. Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheçeu o grande amor da sua vida: um milionário inglês Arthur Boyle. Boyle ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Algum tempo depois, Boyle acabou a relação com Gabrielle para se casar com uma inglesa e meses mais tarde morreu num desastre de carro. Com este desgosto, Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas. No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Paulovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje.
Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o nº5. O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França. Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.
Source by Time, Wikipedia, Youtube, Culture Queens